"Um blog que discorre sobre cristianismo, apologética, cinema e outros assuntos desinteressantes..."



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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sessão Cinema: O Chamado 2 (Hideo Nakata, 2005)





Talvez o maior exemplo recente de tantas idéias boas com MUITAS decisões equivocadas. Chamar Hideo Nakata, o diretor do original japonês foi um passo, a princípio, acertado, pois o filme ganha com cenas absolutamente assustadoras que um diretor yankee não seguraria para não chocar os aborrecentes americanos. Por outro lado, Nakata parece empolgado demais com a máquina de Hollywood ou então desaprendeu tudo que sabia optando por decisões estéticas constrangedoras como uma fotografia esquisita, defeitos especiais de quinta categoria e uma limitação assustadora para contornar os absurdos do roteiro. E por falar em roteiro, decisão acertada de tentar fazer uma sequência e não um remake (algo que James Cameron fez em Aliens), colocando a premissa "você deve matá-lo para salvá-lo" que, se bem desenvolvido, geraria uma tensão absurda e um clima angustiante. Mas não é o que ocorre aqui, onde os problemas narrativos do primeiro se repetem e se acentuam, com toneladas de informação que para nada servem e jogam o filme em inúmeras direções, sem resolver nenhuma a contento. Com destaque para a péssima participação de Carrie, a Estranha, o filme caminha razoavelmente bem boa parte do tempo, com alguns problemas aqui e ali, pontuado pela trilha do Hans Zimmer mais uma vez marcando presença, mas perde o rumo de vez, avacalhando naquele final apelativo onde a lógica interna (que já não era lá essas coisas) vai literalmente pro fundo do poço. Uma pena...

2/5

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sessão Cinema: O Chamado (Gore Verbinski) - 2002


Eu sempre gostei deste aqui, mesmo quando vi o original japonês há uns dois anos. Há 7 anos atrás, lembro de ter achado o máximo, buscando respostas para coisas absurdas como "quem gravou a fita"... Contudo, nas revisões (sempre elas), eu percebia a quantidade de perguntas não respondidas pelo roteiro e agora não foi diferente. A impressão que passa é que jogaram um monte de informação na narrativa apenas para dar uma cara de "sofisticação" e "complexidade" ao remake, sem mencionar a tentativa de ficar exibindo elementos correlacionados com as imagens da fita apenas como que para dizer "olhem, isso aí apareceu na fita"... Totalmente desnecessário. Felizmente, Verbinski inspirado aqui, consegue contornar esses problemas na maioria das vezes criando uma atmosfera diferenciada para um filme de terror made in Hollywood onde mais interessa a investigação do porquê aquilo acontece ao invés de focar em situações em que aquilo acontece. Aliás, o filme acerta muito quando faz o oposto da exposição pela simples exposição, simplesmente mostrando objetos de cena que tem a ver com as imagens da fita agora totalmente contextualizados e de forma extremamente simples, sem alarde. Fotografia belíssima e trilha sonora do Zimmer excepcional completam o pacote.

4/5