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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

[Cinema em Casa] ALIENS, O RESGATE

(Aliens, James Cameron, 1986)


Prestes a ver como ficou Alien 3 em alta definição, resolvi tentar trazer à memória mais um desses filmes que nos traz esperança, meses após tê-lo revisto no maravilhoso formato azul... =P

James Cameron aterrisa aqui saído do hit O Exterminador do Futuro (1984) e faz miséria. Enquanto o original de Ridley Scott era uma maravilha de ambientação e construção de um clima claustrofóbico, a Continuação de Cameron (sim, com “C” maiúsculo) é um soco no estômago que começa tentando – e conseguindo – emular a construção do clima do filme anterior e depois passa do ponto morto para a quinta marcha sem chance do expectador respirar e assim permanece até o final apoteótico.

Não obstante a precisão cirúrgica do diretor em costurar a tensão com a ação desenfreada – e tudo isso sem abrir mão da claustrofobia e das demais fobias concebidas por Scott em 1979, Cameron sabiamente quebra expectativas com relação a determinados personagens, faz da heroína Ripley o coração da série (e a atuação da Sigourney aqui é fundamental e parte nevrálgica do filme), transforma o monstro em uma criatura bidimensional e imprime uma visão peculiar à qual o expectador, diante desse pacote todo, não tem outra escolha a não ser responder visceralmente a tudo isto.

Aliens virou referência para filmes de ação, virou referência quando o assunto é continuação de filmes de sucesso e elevou o já elevado nível da série Alien a um patamar estratosférico. E tudo isso com o aval da máquina burocrática Hollywoodiana que ficou tão espantada com a ousadia do diretor e de sua pretensão que mandou-o cortar quase 20 minutos do produto final que é a versão de cinema que todo mundo conheceu em 1986 e aprendeu a amar.

Mas Aliens, O Resgate é mais. A jornada completa, conforme originalmente concebida com os 20 minutos cortados, soma impressionantes 154 minutos de duração e teste de resistência do expectador e é esta que deve ser apreciada por quem quiser degustá-lo. Obra prima com louvor.

(revisto em Blu-ray)

5/5

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sessão Cinema: Alien - O Oitavo Passageiro

(Alien, Ridley Scott, EUA, 1979)

"No espaço, ninguém poderá ouvir você gritar..." É isso que está escrito na tagline do poster oficial do filme aí em cima lançado nos cinemas no verão americano de 1979.

Mas na minha sala, sim, qualquer um podia ouvir o pessoal lá em casa gritar (cortesia do home theater e do Blu-ray). Da sessão "filmes que eu não canso nunca de rever", Alien é um exemplo do que eu chamo de "filme de terror de arte", a linguagem cinematográfica sendo utilizada (e de forma magistral, diga-se) para criar medo (e não necessariamente sustos, embora estes ocorram) não de uma forma apelativa - como muitos filmes hoje fazem - mas de maneira artística, parece algo em que alguém (no caso, Ridley Scott que depois deste filme e do igualmente maravilhoso Blade Runner pode fazer qualquer porcaria - como ele já fez e muitas) ficou trabalhando por muito tempo, anos e anos polindo e lapidando até chegar à perfeição.

Mas quer saber? Tudo isso é bobagem... Alien é apenas um filmaço feito com poucos recursos (hey, estamos falando de 1979) e que aposta na sua atmosfera claustrofóbica e extremamente sombria para fazer o expectador roer as unhas. E como todo filme desse gênero, merece ser assistido com platéia e, pessoalmente, gosto de observar a reação das pessoas. E ao rever o filme com a referida platéia, pude mais uma vez observar o poder de atração deste filme, já tão antigo e "datado" para a molecada de hoje que se vê obrigada a consumir tanta porcaria no cinema, salvando-se uma ou outra coisa. Ver que um filme de 32 anos cativa e prende a atenção da molecada cujos pais talvez nem fossem casados quando o filme foi lançado é um feito e tanto...

Mal posso esperar pra ver o que essa molecada de hoje vai achar da continuação que James "Avatar" Cameron dirigiu em 1986...

(revisto em Blu-ray)

5/5