"Se tomar a pílula azul, a história acaba, e você acordará em sua cama acreditando no que quiser acreditar; se tomar a pílula vermelha, ficará no País das Maravilhas e eu te mostrarei até onde vai a toca do Coelho..."
"Um blog que discorre sobre cristianismo, apologética, cinema e outros assuntos desinteressantes..."
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
sábado, 24 de dezembro de 2011
Sessão Cinema - Missão: Impossível 3
(Mission: Impossíble 3, J.J. Abrams, 2006)
Mantendo o padrão da franquia, este terceiro filme é
comandado pelo novo nerd de Hollywood J.J. Abrams (que em 2011 lançou Super 8,
filme que ainda não vi).
Talvez espelhando-se no plot de M:I-2, Abrams e sua trupe de
roteiristas (Roberto Orci e Alex Kurtzman que, como Abrams, vieram de séries de
TV como Lost) colocam o agente Ethan Hunt prestes a se casar com a bela
Michelle Monaghan, só que ainda não revelou à sua amada o seu verdadeiro ganha-pão num lance meio True Lies. Contudo o dever o chama: ao resgatar uma agente capturada,
Ethan bate de frente com um vilão casca grossa (Phillip Seymor Hoffman) que pode ou não estar sendo
ajudado por agentes renegados do IMF.
Mantendo as seqüências de ação no mesmo patamar dos filmes
anteriores, mas sem o balé de John Woo no segundo filme, Abrams promove uma
nova e estonteante montanha russa só que mais seca e violenta, tudo explodindo
em som digital para desespero dos ouvidos das esposas de caras fãs de cinema
deste tipo, como eu. Contudo, Abrams e sua equipe de roteiristas correm tanto,
mas taaaaaanto com a ação, que chega a determinado ponto que o desenvolvimento
da trama é esmagado por causa das longas (e muitas) cenas de ação. Parece que O
Senhor dos Anéis fez escola e discípulos: desde o longíquo 2001 percebo que os
filmes de ação precisam de seqüências de ação não apenas extremamente
elaboradas, mas também em maior número e longas. Resultado: com a duração
cravada em 126 minutos, você chega aos 100 minutos já arregaçado de tanta ação,
mas a história mesmo andou bem pouco e restando menos de meia hora pra acabar,
o filme corre ainda mais, acabando de forma um pouco abrupta não respondendo
algumas questões que a própria trama levanta. Soma-se a isso a insistência do
Abrams e equipe em promover momentos engraçadinhos com o side kick da vez
(interpretado aqui por Simon Pegg) e, principalmente, com um momento cheesy que
quase estraga uma cena particularmente tensa no final.
(revisto em .mkv 720p)
4/5
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Sessão Cinema: Missão: Impossível 2
Sai DePalma, entra John Woo, o mestre dos filmes de ação
importado de Hong Kong. Estiloso como só ele (como DePalma também é), Woo
orquestra uma montanha russa alucinante com direito a todas as cenas de ação
forçadas que o público merece (e deveria apreciar mais) ao som da batida
rockeira da trilha sonora do quase onipresente Hans Zimmer.
A pegada de Hitchcock continua aqui com um McGuffin
extremamente apropriado utilizado como pano de fundo para a trama onde o super
agente Ethan Hunt (Tom Cruise) recruta uma ladra (Thandie Newton) para ajuda-lo
a pegar um agente renegado da IMF contudo acaba se envolvendo com a garota o
que, óbvio, vai complicar tudo mais pra diante. Apesar de empregar toda a sua técnica,
Woo dá mais espaço para a história dos dois pombinhos se desenrolarem, o que
pode gerar um link maior com o expectador do que o primeiro filme – que em
termos de história, é extremamente frio e distante (característica do DePalma
que, como cediço, não está nem aí para desenvolvimento de personagens ou história).
(revisto em DVD)
4/5
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Sessão Cinema - Missão: Impossível
(Mission: Impossible, Brian De Palma, 1996)
Alfred Hitchcock assinaria tranqüilo as duas melhores
seqüências deste filmaço: a invasão do QG da CIA e a seqüência final no túnel.
(revisto em mkv 720p)
4/5
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Uma conversa entre Richard Dawkins e C. S. Lewis acerca de Jesus
Por Anderson Paz
Richard Dawkins (talvez o mais destacado militante do
ateísmo na atualidade), apesar de considerar a fé em Deus um absurdo, não nega
a existência de Jesus como personagem histórico, e recentemente fez a seguinte
declaração: “Jesus foi um grande mestre moral. [...] Uma pessoa tão inteligente
como Jesus teria sido ateu se soubesse o que sabemos hoje”.
Certamente, quem faz tal afirmação acerca de Jesus, ou
desconhece suas declarações acerca de si mesmo, ou intencionalmente as descarta
para fazer um discurso mais aceitável aos ouvintes.
Ao ler a declaração de Dawkins, lembrei de uma conhecida
observação feita por C. S. Lewis, em seu livro Cristianismo
Puro e Simples. Acredito que seja oportuno reproduzi-la aqui,
pois consiste numa boa resposta à Dawkins. Poderíamos imaginar essa conversa.
“Estou tentando impedir que alguém repita a rematada tolice dita por muitos a seu respeito: “Estou disposto a aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não aceito a sua afirmação de ser Deus”. Essa é a unica coisa que não devemos dizer. Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido – ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou prosternar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que ele não passava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la”.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Sessão Cinema: Alien - O Oitavo Passageiro
(Alien, Ridley Scott, EUA, 1979)
"No espaço, ninguém poderá ouvir você gritar..." É isso que está escrito na tagline do poster oficial do filme aí em cima lançado nos cinemas no verão americano de 1979.
Mas na minha sala, sim, qualquer um podia ouvir o pessoal lá em casa gritar (cortesia do home theater e do Blu-ray). Da sessão "filmes que eu não canso nunca de rever", Alien é um exemplo do que eu chamo de "filme de terror de arte", a linguagem cinematográfica sendo utilizada (e de forma magistral, diga-se) para criar medo (e não necessariamente sustos, embora estes ocorram) não de uma forma apelativa - como muitos filmes hoje fazem - mas de maneira artística, parece algo em que alguém (no caso, Ridley Scott que depois deste filme e do igualmente maravilhoso Blade Runner pode fazer qualquer porcaria - como ele já fez e muitas) ficou trabalhando por muito tempo, anos e anos polindo e lapidando até chegar à perfeição.
Mas quer saber? Tudo isso é bobagem... Alien é apenas um filmaço feito com poucos recursos (hey, estamos falando de 1979) e que aposta na sua atmosfera claustrofóbica e extremamente sombria para fazer o expectador roer as unhas. E como todo filme desse gênero, merece ser assistido com platéia e, pessoalmente, gosto de observar a reação das pessoas. E ao rever o filme com a referida platéia, pude mais uma vez observar o poder de atração deste filme, já tão antigo e "datado" para a molecada de hoje que se vê obrigada a consumir tanta porcaria no cinema, salvando-se uma ou outra coisa. Ver que um filme de 32 anos cativa e prende a atenção da molecada cujos pais talvez nem fossem casados quando o filme foi lançado é um feito e tanto...
Mal posso esperar pra ver o que essa molecada de hoje vai achar da continuação que James "Avatar" Cameron dirigiu em 1986...
(revisto em Blu-ray)
5/5
"No espaço, ninguém poderá ouvir você gritar..." É isso que está escrito na tagline do poster oficial do filme aí em cima lançado nos cinemas no verão americano de 1979.
Mas na minha sala, sim, qualquer um podia ouvir o pessoal lá em casa gritar (cortesia do home theater e do Blu-ray). Da sessão "filmes que eu não canso nunca de rever", Alien é um exemplo do que eu chamo de "filme de terror de arte", a linguagem cinematográfica sendo utilizada (e de forma magistral, diga-se) para criar medo (e não necessariamente sustos, embora estes ocorram) não de uma forma apelativa - como muitos filmes hoje fazem - mas de maneira artística, parece algo em que alguém (no caso, Ridley Scott que depois deste filme e do igualmente maravilhoso Blade Runner pode fazer qualquer porcaria - como ele já fez e muitas) ficou trabalhando por muito tempo, anos e anos polindo e lapidando até chegar à perfeição.
Mas quer saber? Tudo isso é bobagem... Alien é apenas um filmaço feito com poucos recursos (hey, estamos falando de 1979) e que aposta na sua atmosfera claustrofóbica e extremamente sombria para fazer o expectador roer as unhas. E como todo filme desse gênero, merece ser assistido com platéia e, pessoalmente, gosto de observar a reação das pessoas. E ao rever o filme com a referida platéia, pude mais uma vez observar o poder de atração deste filme, já tão antigo e "datado" para a molecada de hoje que se vê obrigada a consumir tanta porcaria no cinema, salvando-se uma ou outra coisa. Ver que um filme de 32 anos cativa e prende a atenção da molecada cujos pais talvez nem fossem casados quando o filme foi lançado é um feito e tanto...
Mal posso esperar pra ver o que essa molecada de hoje vai achar da continuação que James "Avatar" Cameron dirigiu em 1986...
(revisto em Blu-ray)
5/5
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Mais da metade dos pastores nunca leram a Bíblia inteira
Oswaldo
conta que a pesquisa se deu através de uma amostragem confiável e que
foi delimitada. Segundo ele a falta de tempo e ênfase na pregação
expositiva são os principais impedimentos. "A falta de uma disciplina
pessoal para determinar uma leitura sistemática, reflexiva e contínua
das escrituras sagradas e pressão por parte do povo, que hoje em dia
cobra por respostas rápidas, positivas e soluções instantâneas para
problemas urgentes, sobretudo os ligados a finanças, saúde e vida
sentimental", enumera Oswaldo.
A
maioria dos pastores corre o dia todo para resolver os problemas
práticos e urgentes dos membros de suas igrejas e os pessoais. Outros
precisam complementar a renda familiar e acaba tendo outra atividade,
fora a agenda lotada de compromisso. Os pastores da atualidade, em geral, segundo Paião, são mais temáticos, superficiais, carregam na retórica, usam (conscientemente ou não) elementos da neurolinguística, motivação coletiva, força do pensamento positivo e outras muletas didáticas e psicológicas.
Oswaldo arrisca dizer que muitos "pastores precisam rever seus
conceitos teológicos e eclesiológicos, sem falar de ética e moral,
simplesmente ao ler com atenção e reflexão os livros de Romanos,
Hebreus e Gálatas. E antes de ficarem tocando Shofar e criando
misticismo, deveriam ler a Bíblia com toda a atenção, reverência e senso crítico".
Fonte: Creio.
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